A importância da monitorização das atividades das incubadoras

Muitos são os artigos sobre avaliação de desempenho, monitorização ou até sobre fatores críticos de sucesso de incubadoras de empresas, mas com principal foco nas ideias e empresas incubadas.  Ainda assim, no que toca às incubadoras em si, o que se considera crucial e tem sido essencial para a Rede Nacional de Incubadoras, ao longo destes últimos anos, é o levantamento, agregação e análise de indicadores relevantes que permitem a mensuração e consequente análise do impacto das atividades desenvolvidas, assim como a abrangência territorial das incubadoras de empresas protocoladas.

 Vários investigadores que realizaram estudos sobre esta temática referem a avaliação e o controlo de desempenho como imprescindíveis para quantificar a eficiência e eficácia da gestão de recursos, na sua generalidade escassos, que no caso das incubadoras portuguesas se agrava pelo facto de se caracterizam por instituições sem fins lucrativos em mais de 88% (em 2020). 

Um sistema de medição de desempenho deve ser definido como um conjunto de indicadores usados para medir o desempenho de incubadoras de empresas e pode ser utilizado em três níveis diferentes: primeiro, medidas individuais que quantificam a eficiência e eficácia dos projetos ou apoio a incubadas; segundo, um conjunto de medidas integradas para analisar o desempenho da incubadora como um todo; e terceiro, uma infraestrutura de suporte que permita que os dados sejam obtidos, agrupados, classificados, analisados interpretados e divulgados. 

 

Monitorização das atividades das incubadoras agregada

A monitorização das atividades desenvolvidas pelas incubadoras só se tornou possível com a criação de uma rede. A Rede Nacional de Incubadoras tem permitido a agregação de resultados e medição do impacto nacional deste vasto ecossistema de incubação, com repercussão ao nível da competitividade, inovação e até mesmo na criação de postos de trabalho.

 Esta trabalho tem facilitado a comunicação de resultados, tanto interna quanto externamente, e facilitado a tomada de decisões ao nível estratégico, quer no planeamento de atividades futuras, quer na influência na definição de medidas de apoio públicas.

 

Monitorização das atividades das incubadoras individualmente

De uma forma mais efetiva e amplamente estudada, temos a monitorização das atividades das incubadoras em si, com ligação a programas de certificação, como é o caso do desenvolvido pelo European Business and Innovation Network (EBN), assim como do Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (CERNE) e International Business Innovation Association (INBIA).

Estes programas de certificação têm como objetivo principal ampliar a capacidade das incubadoras de empresas em apoiar ideias e empresas inovadoras. Além dos diversos níveis de abordagem, normalmente focados na incubadora e nas incubadas, estes modelos focam-se na necessidade da incubadora manter um processo sistemático e documentado de avaliação, monitorização e orientação do desempenho da própria incubadora e da evolução das empresas incubadas, nomeadamente no que se refere aos programas de pré-incubação, incubação e desenvolvimento.

Há quem defenda duas abordagens para tratar a questão do desempenho.  A primeira baseia-se no objetivo de apenas medir os resultados e eficácia, e a segunda abordagem identifica alterações necessárias no decorrer do acompanhamento, com repercussão nos resultados futuros, através de comparações com indicadores de referência, outras incubadoras/empresas ou metas estabelecidas.

 Alguns dos KPI’s mais identificados têm como base pilares ou eixos relacionados com a equipa de gestão, tecnologia, capital, mercado e gestão, sendo que no nível das empresas incubadas acresce o perfil do empreendedor.

Desta forma, fica claro o potencial da implementação de um sistema de monitorização e acompanhamento, sendo que o principal objetivo dos indicadores de desempenho é identificar oportunidades de melhoria e ajudar a identificar pontos fracos e ações a corrigir, quer ao nível da incubadora, quer das empresas incubadas, com impacto na gestão eficiente dos recursos disponibilizados, mas acima de tudo na competitividade, nível de inovação e sucesso das ideias e empresas incubadas. 

 

 

 

Missão


A Rede Nacional de Incubadoras tem como objetivo identificar, mapear e interligar as incubadoras e aceleradoras existentes no País, criadas por iniciativa de universidades, polos científicos e tecnológicos, autarquias, empresas privadas ou entidades estrangeiras.


Visa também identificar e suprir lacunas a nível regional e sectorial e promover a cooperação e partilha de recursos físicos e de know-how, de redes de mentores e investidores, promover a formação dos seus gestores, a profissionalização dos serviços oferecidos a empreendedores e empresas incubadas e um aumento da competitividade das incubadoras portuguesas, a nível nacional e internacional.


Pretende se assim colocar as incubadoras e aceleradoras num papel central do ecossistema de empreendedorismo.

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